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Março - 2009
Entidades contábeis conversam com Receita Estadual sobre exigência de arquivos
Órgão requisita arquivos magnéticos de controle de estoque retroativos a 2004
Vicente Tezza da Receita conversa com Divanzir da Fecopar e José Vieira do SescapPR
    “A exigência de fato existe e é para todas as empresas. No entanto, a cobrança vai começar pelas empresas de grande porte. Para as demais, a cobrança será feita na sequência”, informou o inspetor geral de fiscalização da Receita Estadual do Paraná, Rafael Casanova, acalmando as lideranças contábeis do estado, que andavam preocupadas com a nova exigência dos arquivos magnéticos de controle de estoque retroativos a 2004.
    “Nós estamos apreensivos com essa questão. Mas, por enquanto, está tranquilo, porque as grandes empresas já estão cumprindo a resolução há algum tempo”, comenta o presidente da Federação dos Contabilistas do Paraná (Fecopar), Divanzir Chiminacio, que ao lado de outros representantes da classe esteve reunido, na terça-feira, dia 25 de março, com o diretor da Receita Estadual, Vicente Tezza.
    O grande problema, no entanto, é que muitas empresas, principalmente as de micro e pequeno porte, não têm esses dados, aponta o presidente do Sindicato dos Contabilistas de Curitiba (Sicontiba), Narciso Doro, e o diretor do SescapPR (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas), José Reinaldo Vieira. Buscando soluções, os contabilistas protocolaram um pedido para que os arquivos solicitados passem a valer somente a partir de 2010, e não retroativos a 2004, dando um período de adaptação aos empresários.
Representantes da classe buscam maneiras de proteger as empresas
    O assessor da Inspetoria Geral de Fiscalização da Receita, Hélio Obara, respondeu afirmando que a proposta vai ser estudada, mas que, a princípio, a disposição continua. “Essa é uma medida paliativa, um alerta. Tanto que, por enquanto, nossos serviços continuam funcionando normalmente. Só a baixa que não”, explicou.
    Segundo o presidente do Sicontiba, muitas conversas sobre o assunto ainda devem acontecer. “Mas foi importante saber que, nesse momento, as empresas não correm o risco de parar, por culpa da pendência com o órgão”. Aproveitando, o presidente da Fecopar lembrou que, com a implantação da Nota Fiscal Eletrônica, “fatalmente o Fisco já terá acesso a todas essas informações”.
    Participaram da reunião também, além dos citados, o vice-presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CRCPR), Mauro Moreschi, e o advogado do SescapPR, Paulo Tricario.

 
Fotos Lilo Barros
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